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Restauração dentária (obturação): tipos, preço e quando fazer

Atualizado em julho de 2026 | 8 min de leitura

Resposta rápida

A restauração (ou obturação) repara o dente danificado por cárie ou fratura: o dentista remove a parte comprometida e preenche o espaço com um material que devolve forma e função. Os tipos mais comuns são resina composta (cor de dente, R$150–R$600), amálgama (prateada, mais barata) e porcelana (inlay/onlay, mais estética e cara). É indicada quando a cárie ainda não atingiu o nervo — se atingiu, o caso passa a exigir tratamento de canal.

A restauração é o tratamento odontológico mais comum do dia a dia. Toda vez que um dente é atacado por uma cárie ou sofre uma pequena fratura, é a restauração que devolve a estrutura perdida. Neste guia você vê os tipos de material, quanto cada um custa em 2026, quanto tempo duram e quando a restauração já não basta.

O que é uma restauração?

Restaurar um dente é, na prática, reconstruí-lo. O dentista remove a cárie ou a parte quebrada, limpa a cavidade e a preenche com um material que endurece e assume o lugar do dente perdido. O objetivo é triplo: parar o avanço da cárie, devolver a capacidade de mastigar e recuperar a aparência natural. Quando bem indicada e bem feita, a restauração salva o dente por muitos anos e evita tratamentos mais caros lá na frente.

Os tipos de restauração

Resina composta (direta)

A mais usada hoje. Tem a cor do dente, é aplicada em uma única sessão e preserva mais estrutura sadia. Ideal para dentes da frente e para a maioria dos molares.

Amálgama (prateada)

Barata e muito resistente, mas visível e em desuso pela estética. Ainda aparece em restaurações antigas de molares.

Resina ou porcelana indireta (inlay/onlay)

Feita em laboratório e colada ao dente, para cavidades grandes. A de porcelana é a mais estética e durável — e a mais cara.

Quando a restauração é indicada

A restauração é indicada sempre que há perda de estrutura do dente que ainda pode ser reparada diretamente: cáries de pequeno e médio porte, fraturas leves, restaurações antigas que infiltraram e pequenos desgastes. A condição essencial é que a polpa (o nervo) esteja saudável. Se a cárie já atingiu o nervo, causando dor espontânea ou infecção, restaurar não resolve — o dente precisa de tratamento de canal antes. E se o dente estiver muito destruído, com pouca estrutura sadia, a indicação passa a ser uma coroa.

Quanto custa (preço em 2026)

TipoFaixa (2026)Observação
Resina composta (direta)R$ 150 – R$ 600Por dente; varia com o tamanho
Amálgama (prateada)R$ 100 – R$ 350Mais barata; em desuso
Resina indireta (inlay/onlay)R$ 400 – R$ 1.200Feita em laboratório
Porcelana / cerâmica (inlay/onlay)R$ 800 – R$ 2.500Mais estética e durável

O preço muda conforme o número de faces do dente envolvidas, a cidade e o profissional. Valores de referência para 2026 — o orçamento real sai depois da avaliação clínica.

Durabilidade: quanto tempo dura

Nenhuma restauração é para sempre. Uma resina bem feita costuma durar de 5 a 10 anos; o amálgama, de 10 a 15; e as de porcelana, ainda mais. O que mais influencia é a higiene, o tamanho da restauração e a mordida — quem range ou aperta os dentes desgasta e trinca as restaurações mais rápido. Consultas regulares detectam infiltrações cedo e evitam que uma restauração desgastada vire uma cárie nova por baixo.

Restauração, canal ou coroa: qual é o seu caso?

  • Restauração: cárie ou fratura pequena a média, com o nervo saudável. É o tratamento mais simples e barato.
  • Canal: quando a cárie atingiu a polpa (nervo), com dor ou infecção. Depois do canal, o dente ainda precisa ser restaurado ou receber uma coroa.
  • Coroa: quando resta pouca estrutura sadia — dente muito destruído ou já tratado por canal. A coroa cobre todo o dente como uma “capa”. Veja quando ela é necessária em coroa dentária: quando precisa, tipos e preço.

Cuidados depois da restauração

Nas primeiras horas, espere a anestesia passar antes de comer para não morder a bochecha. Alguma sensibilidade ao frio nos primeiros dias é normal. Mantenha a escovação e o fio dental em dia e evite usar o dente restaurado para roer coisas duras. Se a mordida ficar “alta” ou desconfortável, volte ao dentista para um pequeno ajuste — este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação de um dentista.

Perguntas Frequentes

Qual a diferença entre restauração e obturação?

São a mesma coisa. 'Obturação' é o nome popular e 'restauração' é o termo técnico usado pelos dentistas. Ambos descrevem o procedimento de remover a parte do dente danificada pela cárie (ou reparar uma fratura) e preencher o espaço com um material que devolve a forma, a função e, quando possível, a estética do dente.

Resina ou amálgama: qual é melhor?

Hoje a resina composta é a escolha padrão: tem a cor do dente, adere melhor à estrutura e permite remover menos dente sadio. O amálgama (aquela restauração prateada) é mais barato e muito resistente, mas caiu em desuso pela estética e por conter mercúrio. Para dentes da frente, a resina é indicada sempre; nos molares, uma resina de boa qualidade atende à maioria dos casos. O dentista define conforme o tamanho e a posição.

Quanto custa uma restauração?

Depende do material e do tamanho (número de faces do dente). Em 2026, uma restauração de resina custa, em média, de R$150 a R$600 por dente no particular; o amálgama fica entre R$100 e R$350; e restaurações indiretas de porcelana (inlay/onlay) vão de R$800 a R$2.500. A maioria dos planos odontológicos cobre resina e amálgama, com carência baixa.

Quanto tempo dura uma restauração?

Uma restauração de resina bem feita dura, em média, de 5 a 10 anos ou mais; o amálgama pode passar de 10 a 15 anos; e as de porcelana são as mais duráveis. A vida útil depende muito da higiene, do tamanho da restauração e da mordida — quem tem bruxismo, por exemplo, desgasta e trinca as restaurações mais rápido. Elas não são eternas e podem precisar de troca com o tempo.

Restauração dói?

O procedimento é feito com anestesia local e costuma ser indolor. Depois que a anestesia passa, pode haver uma sensibilidade leve ao frio ou à mordida por alguns dias, o que é normal e tende a desaparecer. Se a dor for forte, latejante ou persistir por mais de uma semana, volte ao dentista: pode ser sinal de que a cárie estava mais profunda do que parecia.

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